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O que é CDB e como funciona: guia completo para iniciantes
Entenda o que é um CDB, como ele rende, quanto é preciso para começar, quais são os riscos e como escolher o primeiro título — com exemplos usando o CDI atual.
Por Central CDB ·
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um dos investimentos mais usados por quem está começando na renda fixa. Ele é simples de entender, tem proteção do FGC e, dependendo do banco, paga bem mais do que a poupança. Neste guia você vai entender como o CDB funciona na prática, quanto rende, quanto custa para começar e quais cuidados tomar antes de investir.
O que é um CDB
Quando você compra um CDB, você está emprestando dinheiro para um banco. Em troca, o banco se compromete a devolver o valor aplicado com juros em uma data combinada, chamada de vencimento. Os bancos usam esse dinheiro para financiar suas operações de crédito — empréstimos, financiamentos e cartão, por exemplo.
É a lógica inversa de um empréstimo: em vez de pagar juros ao banco, é o banco que paga juros a você.
Como o CDB rende
Todo CDB tem três informações principais, definidas no momento da compra:
- Taxa de rentabilidade: quanto o título paga. Pode ser um percentual do CDI (pós-fixado), uma taxa fixa ao ano (prefixado) ou a inflação mais uma taxa (IPCA+).
- Vencimento: a data em que o banco devolve o dinheiro com os juros.
- Liquidez: se você pode resgatar antes do vencimento (liquidez diária) ou não.
Os três formatos de remuneração funcionam assim:
- Pós-fixado: paga um percentual do CDI, como 100% ou 110% do CDI. Em novembro de 2026, o CDI está em 13,65% ao ano, segundo o Banco Central. Um CDB de 110% do CDI rende, portanto, cerca de 15% ao ano antes do imposto.
- Prefixado: a taxa é fixa, como 14% ao ano. Você sabe no dia da compra quanto vai receber no vencimento.
- IPCA+: paga a inflação medida pelo IPCA mais uma taxa fixa, como IPCA + 7% ao ano. Protege o poder de compra no longo prazo.
Entender a diferença entre esses formatos é o passo mais importante para escolher bem. Explicamos cada um em detalhe no artigo sobre tipos de CDB e a relação com o CDI.
Quanto rende um CDB na prática
Considerando o CDI constante em 13,65% ao ano, veja quanto R$ 10.000 renderiam em um CDB pós-fixado, já descontado o Imposto de Renda:
- 100% do CDI por 1 ano: cerca de R$ 1.126 líquidos (IR de 17,5%).
- 110% do CDI por 1 ano: cerca de R$ 1.247 líquidos.
- 110% do CDI por 2 anos: cerca de R$ 2.763 líquidos (IR de 15%).
Na mesma comparação, a poupança renderia aproximadamente R$ 835 em um ano. A diferença parece pequena em valores baixos, mas cresce rapidamente com o tempo e com o valor aplicado. Para fazer a conta com o seu valor e prazo, use o simulador de CDB, que já desconta o IR.
Quanto é preciso para começar
Não existe um valor mínimo padrão: cada banco e cada corretora define o seu. Hoje é comum encontrar CDBs a partir de R$ 1, R$ 100 ou R$ 1.000, principalmente em bancos digitais e plataformas de investimento. Alguns títulos com taxas mais altas exigem aplicações maiores, de R$ 5.000 ou mais.
Na página inicial da Central CDB você vê, para cada oferta, o valor mínimo de investimento e quantas unidades ainda estão disponíveis. Isso ajuda a descobrir quais títulos cabem no seu orçamento antes de abrir conta em uma nova plataforma.
O CDB é seguro?
O CDB conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Se o banco emissor quebrar, o FGC devolve até R$ 250 mil por CPF em cada conglomerado financeiro, incluindo os rendimentos até a data da quebra, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
Isso não significa que todos os CDBs têm o mesmo risco. Um banco menor costuma pagar mais justamente porque o risco de crédito é maior. Dentro do limite do FGC, essa diferença é bem coberta; acima dele, a saúde financeira do banco passa a importar muito. Veja os detalhes no guia sobre como o FGC protege seus CDBs e no artigo sobre rating de bancos.
Como o Imposto de Renda incide
O CDB tem Imposto de Renda pela tabela regressiva, que diminui conforme o tempo da aplicação:
- Até 180 dias: 22,5%
- De 181 a 360 dias: 20%
- De 361 a 720 dias: 17,5%
- Acima de 720 dias: 15%
O imposto incide apenas sobre o rendimento, não sobre o valor aplicado, e é retido automaticamente pelo banco no resgate. Nos primeiros 30 dias também há IOF sobre o rendimento. O assunto completo está em tributação do CDB.
Liquidez: quando dá para tirar o dinheiro
Há CDBs com liquidez diária, que permitem resgatar a qualquer momento, e CDBs com liquidez no vencimento, em que o dinheiro fica aplicado até a data combinada. Em geral, quanto menos liquidez, maior a taxa.
Uma boa regra é separar o dinheiro por objetivo: a reserva de emergência fica em CDBs de liquidez diária, e o dinheiro que não será usado tão cedo pode ir para títulos mais longos e mais rentáveis. Explicamos isso em liquidez diária e resgate antecipado.
Passo a passo para fazer o primeiro investimento
- Defina o objetivo e o prazo. Reserva de emergência, viagem em um ano, aposentadoria? O prazo define a liquidez e o tipo de CDB.
- Compare as ofertas do dia. Na lista de melhores CDBs por banco você vê as maiores taxas de cada modalidade, com prazo, valor mínimo e rating.
- Confira o emissor. Verifique se você já tem dinheiro no mesmo conglomerado e se continua dentro do limite do FGC.
- Simule o rendimento líquido. O simulador mostra quanto sobra depois do IR, o que facilita comparar com poupança ou LCI.
- Compre pela corretora ou pelo banco. Basta escolher o título, informar o valor e confirmar. O CDB aparece na sua posição no mesmo dia ou no dia útil seguinte.
- Acompanhe os vencimentos. Registre o investimento na sua carteira para receber alertas antes do vencimento e controlar a exposição por banco.
Erros comuns de quem está começando
- Olhar só a taxa bruta. Um CDB de 105% do CDI por 6 meses pode render menos que um de 100% do CDI por 2 anos, por causa do IR.
- Ignorar a liquidez. Colocar a reserva de emergência em um título sem liquidez pode obrigar você a pegar empréstimo em uma urgência.
- Concentrar tudo em um banco. Ultrapassar R$ 250 mil no mesmo conglomerado deixa parte do dinheiro sem cobertura do FGC.
- Esquecer o vencimento. Quando o CDB vence, o dinheiro volta para a conta e pode ficar parado sem render.
Resumo
O CDB é um investimento de renda fixa em que você empresta dinheiro a um banco em troca de juros. Ele pode ser pós-fixado, prefixado ou atrelado à inflação, tem proteção do FGC até R$ 250 mil por CPF e conglomerado e é tributado pela tabela regressiva do IR. Para começar, defina seu objetivo, compare as ofertas e simule o rendimento líquido antes de investir.
Dados de referência: CDI de 13,65% ao ano e Selic de 13,75% ao ano (Banco Central do Brasil, 04/11/2026). Simulações consideram o CDI constante e servem apenas como ilustração.